OS MILAGRES DA MINHA VIDA – Quando Uma Perda Nos Aproxima de Deus

Ninguém gosta muito de falar sobre a morte, não é mesmo? Mas
hoje posso dizer a vocês que conto esse testemunho com muita alegria no meu
coração. Graças a Deus que nos dá a vitória!

“A única certeza que temos nessa vida é a morte”. Já ouvimos
muito essa frase, não é? E mesmo assim é algo que preferimos nem pensar. Mas
acho que pior do que a morte é dor da perda, é sentir a saudade, é saber que
uma pessoa muito querida nunca mais vai sorrir para você, é saber que nunca
mais você sentira o seu abraço, é saber que a saudade nunca será saciada.
Infelizmente a nossa família sentiu essa perda há dezoito anos.
Mas antes de contar tudo, preciso contar o que aconteceu uma semana antes.
Estávamos na igreja em um culto de domingo e em certo
momento e o nosso pastor que na época era o Pr. Zezinho, parou de pregar e
disse que Deus havia mostrado pra ele naquele momento que um jovem dalí seria
recolhido e ele via um caixão branco e tinha uma flor talhada sobre ele.
Na semana seguinte em uma sexta-feira a noite, a dois dias de
comemorar o Dia dos Pais, estávamos todos em casa assistindo TV, exceto minha
irmã Léia, do meio que estava na escola, na época com 17 anos de idade, cheia
de vida e cheia de planos. Éramos em três, Nice a mais velha com 20 anos, a
Léia com 17 e eu com 13. Mas naquele dia alguém bate em nossa porta para nos
dizer que a Léia havia sofrido um acidente e estava em estado grave no
hospital. Foi um baque pra nós recebermos essa notícia e mal sabíamos que o
pior ainda estava por vir.
Meus pais e minha irmã Nice, foram correndo para o hospital
e eu fiquei em casa, e acabei indo deitar pela demora e quis acreditar que nada
grave havia acontecido. Eu era uma criançona naquela época, e não levava as
coisas muito a sério.
A Léia era aquela garota que todo mundo queria ficar perto,
tios, tias, primos, amigos, era querida por todos e a preferida do meu pai. Era
aquela irmã que colocava a alegria na casa, mas também trazia muitas
preocupações para minha mãe, por estar naquela fase da adolescência cheia de
rebeldia, além de ter algumas amizades não muito legais. Como eu disse nas
postagens anteriores, nossa família toda sempre foi cristã, mas apesar de ela
conhecer a Verdade, conhecer a Palavra, e ser temente a Deus, mas nem queria
saber de igreja. Tínhamos uma diferença de quatro anos de idade e da minha
outra irmã mais velha, a diferença entre elas era de três anos, o que as
tornavam muito próximas e comigo ela era aquela irmã protetora por eu ser a
caçula da casa.
Mas logo pela manhã, eu fui acordada pela Nice, falando pra
mim que a nossa “Léinha” não tinha resistido e havia morrido. Lembro-me
claramente de levantar da cama gritando “NÃO! NÃO ACREDITO NISSO!” E quando
desci até a sala, vi tantas pessoas, parentes, amigos, todos consolando um ao
outro e minha mãe que era consolada por todos, estava lá, completamente dopada
por remédios com um olhar vazio e distante. Nunca me esqueci disso, porque os
olhos dela era cheio de vida, cheio de luz, mas naquele dia parecia que aquela
luz havia sumido dali completamente, era um olhar muito diferente.
O ACIDENTE
A Léia e a Zélia, sua amiga inseparável, tinham deixado de
ir a escola para irem à um show de carro com mais 2 amigos. Mas o dia era
chuvoso, a pista estava molhada e o carro estava em alta velocidade.
Infelizmente o carro derrapou e bateu a traseira (onde a Léia estava sentada)
com muita força em um poste, ela teve traumatismo craniano e morreu no local. A
sua amiga Zélia e os outros dois rapazes tiveram apenas alguns ferimentos.
Não é uma morte que esperamos para uma jovem de 17 anos, não
foi por uma doença terminal, no qual a família já se prepara para a despedida.
Foi aquela morte que em um dia você está falando com a pessoa, sorrindo com ela
e no outro você simplesmente está indo em seu enterro. Sim! Qualquer morte,
independente de como foi é dolorosa, é sofrida. Mas eu queria pelo menos ter
tido o tempo de me despedir, de dizer a ela o quanto eu a amava.
A minha irmã Nice, teve o árduo trabalho de preparar toda a
documentação do velório e escolher o caixão, e naquela correria toda, inconscientemente,
escolheu um caixão branco que ela tinha achado lindo para aquele momento e
havia uma flor talhada sobre ele. (Do jeitinho que o pastor viu naquela semana)
O velório da minha irmã foi algo diferente, mas foi lindo. Foi
necessário fretar alguns ônibus para trazer os amigos e os parentes, fora os
carros. Era muita gente! Foi em um domingo pela manhã, e apesar daquela
despedida dolorosa, tivemos força para ir ao culto a noite e naquele culto foi onde
recebemos todo o consolo do Espírito Santo e recebemos uma força e paz
inexplicável. O pastor Zezinho no momento do culto, sendo usado pelo Espírito
Santo, falou para nós que aquilo que o Diabo havia preparado para o futuro dela
era terrível, tanto para ela quanto para a família e que no momento em que o
acidente aconteceu, minha irmã teve 3 minutos de vida e durante esses minutos
ela teve ali mesmo um encontro com Deus. Ele mostrou a ela todo o futuro a
partir dalí e perguntou pra ela qual era a sua escolha, ela então pediu
misericórdia ao Senhor e escolheu ir com Ele. E naquele culto, muitos jovens
que estavam afastados, voltaram para Jesus. E o nosso coração se alegrou!
Após alguns dias, foi nos entregue o laudo médico da minha
irmã e lá estava a informação que pós acidente, ela teve 3 minutos de vida e
depois faleceu. Nosso Pai é maravilhoso!
A MUDANÇA
A morte pode nos corroer por dentro, trazer um desespero enorme e nossos sonhos serem estraçalhados e aquela sensação de que a vida não tem mais sentindo. A culpa também surge, pois é muito comum alguém pensar que poderia ter sido feito mais por aquela pessoa. Sim, eu sei bem como isso dói. Mas não podemos deixar o nosso coração se empedrar. 

Não posso dizer a vocês que não sentimos a dor da perda,
sentimos sim! Não posso dizer a vocês que minha mãe é a mulher mais feliz desse
mundo. Ela é mãe e filho é um pedaço dela. Sim! Ela chorou, e chorou muito,
todos nós choramos, ficamos tristes, em choque. Somos criados com alma, por isso
é normal sofrer a perda de alguém, Deus sabe disso, tanto que nos enviou o
Espírito Santo, consolador. “E eu rogarei
ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.”
(João 14.16)

No final daquele ano, reunimos toda a família pela primeira vez e viajamos para o litoral de São Paulo, para amenizarmos a dor e a
tristeza. Essa união nos fortaleceu muito! Depois seguimos essa tradição
praticamente todos os anos. Algo que não fazíamos antes.
Minha mãe sofreu muito a perda, afinal, foi um pedaço dela que se foi, né! Não foi fácil, mas ela mostrou uma força interior que eu não sei se teria. Ela escolheu crescer e viver o novo de Deus na vida dela, hoje mais forte, cheia de fé e uma mulher de muita oração e
agora ela tem uma certeza, a certeza que nós somos Dele, que nunca iremos nos
perder.
Minha irmã Nice, também custou a aceitar essa perda, mas ela
aceitou e entendeu e houve uma mudança interior, uma mudança espiritual e foi
fortalecido o seu relacionamento com Cristo. Hoje ela é uma mulher casada, cheia de
Deus, que fala do seu amor, tem duas filhas lindas abençoadas.
Nossa amiga Zélia que nem conhecia a Deus direito, se sentiu
perdida após a morte da minha irmã, por ser sua melhor amiga. Ela acabou se
aproximando de Deus pensando em encontrar a Léia no céu. Ela ia para a igreja e
quando pregavam que a igreja ia subir, ela sabendo que minha irmã estava no
céu, falava que queria ir com a igreja para encontrar a amiga lá. Mas essa foi
uma estratégia para que ela realmente criasse um relacionamento com Deus. Hoje
ela é casada e ambos felizes fazem a obra do Senhor.
Meu pai que ficou em estado de choque, amoleceu. Era uma
pessoa difícil de lhe dar, um homem de coração duro, que não se importava com o
próximo. Hoje é um homem mais compreensível, tolerante e mais espiritual.
Eu fiquei igual meu pai, em estado de choque, não conseguia
chorar, nem falar, nem sorrir, nem dormir, tinha pesadelos e estava sem
condição alguma de ir à escola. Mas eu amadureci e comecei a entender e a ter
um relacionamento com Deus, me deixei ser guiada pelo Espírito Santo e acho que
quem já leu minha história ou me conhece pessoalmente, sabe bem as mudanças que
aconteceram comigo. Hoje não posso reclamar, sou casada e feliz por ver que o Elizeu não mede esforços para o crescimento da obra de
Deus. Nosso casamento é baseado na aliança de Cristo com a igreja. Sou grata a
Ele por isso.
A mudança é constante e aprendemos todos os dias.
Tudo que acontece de bom ou de ruim em nossa vida levo como uma lição, algo de
bom eu preciso tirar dalí. Cabe a nós escolhermos nossas atitudes em relação a
essa perda. Podemos escolher ir adiante e crescer, nos permitir ser guiados por
Cristo, aprendendo e receber o novo Dele pra nós ou escolher a ruína, nos
entregando a tristeza, depressão e muitas vezes a desunião da família.
Quando nos
deixamos ser guiados pelo Espírito Santo, a dor passa, a saudade do nosso ente
fica, mas já não há mais dor, pois o consolador nos traz a paz.  Essa paz excede todo o entendimento e Ele
guarda o nosso coração.
Não se
aflija nem se desespere. Em vez disso, ore. Permita que as súplicas e os
louvores transformem seu receio em orações, permitindo que Deus te conheça.
Antes que você perceba, a compreensão da integridade de Deus, que só contribui
para o bem, virá e te acalmará. É maravilhoso o que acontece quando Cristo
retira a preocupação e a tristeza do centro da vida humana. (Filipenses 4:6-7)
Você quer
que a dor passe? Chore, sinta a perda, mas não se entregue a ela, busque o
consolo nos pés de Jesus. Ele
sabe o que está fazendo. Já planejou tudo, e o plano Dele agora é cuidar de
você, Ele não te abandonou. O plano Dele é dar a você o futuro pelo qual você
tanto anseia. (Jeremias 29:10-11).
Não deixe de ler também os outros artigos da série Os Milagres da Minha Vida:
Para Quem Crê Não Existe Impossível, existe Milagre.
Ele Sentiu a Minha Dor.
“O artigo “MILAGRES DA MINHA VIDA” faz parte do blog Senhora Bagunça DIY, onde serão escritos em partes, os testemunhos da minha vida e que assim como me transformou e me edificou, assim também seja com você. E se você achar que pode edificar o dia de algum amigo ou amiga, ajude a compartilhar! Isso ajudará a espalhar o amor do nosso Pai e poderá dar a esperança novamente a alguém!

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